A sensação depois da faxina

Eu nunca fui de guardar coisas, seja o que for… documento antigo, roupa, sapato e por ai vai. Não sei com quem aprendi a ser tão desapegada, mas com certeza não deve ter sido com minha mãe. Ela tem esse costume horrível de guardar tudo, porque “um dia pode precisar”. Então, todos os meses eu tinha o hábito de procurar tudo que não seria mais útil pra mim ou que não me interessava mais e fazia doação para o bazar da igreja ou algumas vezes vendia para o brechó e na pior das situações, utilizava o lixo como solução. O grande problema é que de alguns meses pra cá, desde que comecei a trabalhar em casa, notei que estava desenvolvendo uma certa tendência a juntar/empilhar coisas sempre que me aparecia a oportunidade.

Não conseguia mais jogar fora o recado de 1 mês atrás que ficou em cima da mesa ou a carta do banco que chegou no começo do ano e o resultado disso foi a grande destruição que se transformou meu homeoffice, cantinho preferido do apê. Na Quarta, depois de ver um filme bem legalzinho (A Birder’s Guide to Everything – 2013), olhei para o quarto que tinha se transformado praticamente em um lixão… cheio da minha bagunça e da bagunça do meu marido (triplique por três, porque além de marido, é programador e guitarrista) e decidi que estava na hora de fazer algo a respeito. Nesse dia eu nem dormi direito de ansiedade, estava preparada para colocar minha roupa mais velha, a máscara contra poeira no rosto e partir para o abraço.

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Ontem acordei as 5h e a faxina começou logo depois de tomar café da manhã. Tirei três sacos enormes de lixo de dentro do office e ainda não estou acreditando no tanto de pelo de cachorro que deixei acumular lá dentro. Como consegui permitir que as coisas chegassem nesse ponto? Depois que acabei por lá, sai levando um pouco de arrumação pra todos os cômodos do apê e a sensação que me veio depois foi a melhor de todas (tirando a dor nas costas), apesar de ainda estar tentando entender os motivos que me levaram a sabotar a melhor das minhas características… o desapego. Talvez o momento pedia que eu mantivesse as coisas exatamente onde elas estavam somente pra me sentir um pouco mais segura em relação ao rumo que minha vida estava levando. A verdade é que as mudanças, por mínimas que sejam, conseguem te balançar um pouco.

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Agora me sinto mais leve, sem aquela sensação constante e muito chata de que tenho algo pra fazer urgente. Organizei não somente uma parte do apê, mas também os pensamentos. Troquei a mesa de lugar com o sofá-cama e os equipamentos do Paulo e gostei bastante do resultado, tudo fez muita diferença. Definitivamente preciso de prateleiras novas e um pouco mais de verde dentro de casa.

É tão bom me sentir bem com relação a esse espaço de novo…
Até a próxima!

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