Dizer sim é importante, dizer não talvez seja mais…

Ilustração: Andrea De Santis

Não. Essa é uma palavra que apesar do contexto negativo, é libertadora. Mais que libertadora, ela é extremamente poderosa. Outro dia enquanto revia um filme com meu marido em casa, “Yes Man” com Jim Carrey, comecei a pensar nos benefícios de um não bem dado pra nossa saúde mental. Essa foi a primeira vez que pensei no outro lado da história enquanto assistia Carl, personagem do Jim, cometer uma infinidade de loucuras com o proposito de sair da sua famigerada zona de conforto. Mas até que ponto dizer não é se fechar no seu mundinho?

Eu por exemplo sofro de um péssimo hábito. Eu digo sim pra algumas pessoas com o único proposito de não magoá-las. As vezes eu simplesmente não consigo dizer não. Quando consigo, fico me sentindo uma porcaria e na grande maioria das vezes, crio todo um discurso pra dar suporte ao meu não. Um monte de justificativas pra deixa-lo menos ruim. Mania horrível essa que temos de tentar justificar tudo sem que realmente haja necessidade, né? Ao dizer sim para os outros, descobri que estava dizendo não pra mim e isso não deixa ninguém feliz de verdade.

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Playlist #5 // Desligando do mundo

Photo by Clem Onojeghuo on Unsplash

Ouvir enquanto toma um chá na varanda apreciando o fim da tarde, enquanto espera pela chegada de alguém muito querido ou enquanto olha as pessoas indo e vindo numa mesa de cafeteria. Essa playlist é pra todos os momentos em que você só quer esquecer das coisas que estão acontecendo ao seu redor, porque mesmo que elas estejam lá preenchendo sua cabeça com um turbilhão de pensamentos, ainda podemos escolher tirar 30 minutos pra desligar de tudo.

Minha preferida é First – The Nicholas , porque quando fecho os olhos, ela me traz um pouco de paz.

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Se minha vida tivesse diretor

Sofia Coppola e Wes Anderson | 1999 Interview Magazine

Aposto que pelo menos uma vez, você já deve ter imaginado como seria sua vida se ela fosse dirigida por alguém. De repente você tá vendo aquele filme querido e fica se perguntando como as coisas teriam acontecido se tal diretor tivesse dado o toque final nas situações mais obscuras da sua vida adolescente, ou nas mais engraçadas da sua vida adulta. Eu já tive um vislumbre de tudo isso e vim compartilhar aqui com vocês.

13 aos 18 – John Hughes

Nessa fase, minha vida bem que poderia ter sido dirigida por John Hughes, rei dos filmes adolescentes na década de 80. Vou contar uma história rápida… quando eu era muito pirralhinha, minha mãe gravou Curly Sue, mais conhecida como “A Malandrinha”. Eu adorava assistir todos os dias na volta da escola. Pra perturbar bastante, ainda cantava o hino nacional americano todo errado, em cima da cama e com a mão no peito (igualzinho a Curly). Já podiam até desconfiar que eu cresceria meio louca, né? Minha mãe conta as histórias dos meus pequenos surtos até hoje. Eu me identificava muito com a personagem por causa do cabelo volumoso cacheado, pela personalidade afetada e pelo fato de também ter passado pelo trauma de cortar os cachinhos. Na minha cabeça, éramos melhores amigas. Esse foi meu primeiro contato na vida com Hughes.

Depois de “véia” quando cheguei naquela fase totalmente desequilibrada da adolescência, ele retornaria a minha vida comGatinhas & Gatões ♥”, Curtindo a Vida Adoidado” e claro Clube dos Cinco, assim, bem nessa ordem. Lembro até do dia em que fui na locadora e voltei com Gatinhas & Gatões e Gilbert Grape (esse último por insistência do tio da locadora, mesmo assim, obrigada tio), estava chovendo muito e eu voltei pra casa toda suja, com o tênis coberto de lama. Já por causa de Ferris Bueller, minha senha pra todas as coisas na internet foi adoidado123 por um longo tempo

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