Conhecendo os Bridgertons – A série de livros de Julia Quinn

Finais felizes são tudo o que posso fazer. Eu não saberia como escrever qualquer outra coisa. – Julia Quinn

Sou uma daquelas criaturas apaixonadas pelos romances de Jane Austen, e pra falar a verdade é impossível uma pessoa que goste do gênero conseguir largar qualquer livro dela. Foi por conta disso que resolvi que daria uma chance para Julia Quinn. Ela vem sendo considerada por muitos críticos como a “Jane Austen contemporânea” (olha o tamanho da responsabilidade minha gente) e seus livros já venderam milhões, o que rendeu a ela algumas aparições nas listas de best sellers do NYT.

Apesar das capas brasileiras serem bem piegas, daquelas com cara de leitura fraquinha, achei que não era legal julgar e tratei logo de fazer o download do primeiro livro da série Os Bridgertons, O Duque e Eu. Como não pretendo que esse post fique muito cansativo, vou dizer somente o que achei de todos eles.

A série é composta por 8 livros (li os 7 lançados no Brasil até agora) que nos apresenta ao mundo da influente família dos irmãos Bridgertons, liderados pela viúva viscondessa Violet Bridgerton. Cada livro é responsável por contar as diferentes aventuras amorosas dos filhos de Violet (isso mesmo, são 8), batizados em ordem alfabética de Anthony (O Visconde Que Me Amava -Vol 2), Benedict (Um Perfeito Cavalheiro – Vol 3), Colin (Os Segredos de Colin Bridgerton – Vol 4), Daphne (O Duque e Eu -Vol 1), Eloise (Para Sir. Phillip, Com Amor – Vol 5), Francesca (O Conde Enfeitiçado – Vol 6), Gregory (On the Way to the Wedding- Vol 8. Ainda não lançado no Brasil) e Hyacinth (Um Beijo Inesquecível – Vol 7).

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“Os Bridgertons são, de longe, a família mais fértil da alta sociedade. Essa qualidade da viscondessa e do falecido visconde é admirável, embora se possa dizer que suas escolhas de nomes para os filhos sejam bastante infeliz.” Crônicas da Sociedade de Lady Whistledow – 26 de abril de 1813” (O Duque e Eu)

Os livros possuem uma leitura bem fluida/espontânea e apesar de serem romances de época, Quinn não carrega na linguagem e compensa na riqueza de detalhes com que geralmente descreve as melhores situações dos livros. O Duque e Eu li em um final de semana bem rapidinho e a mesma coisa se repetiu com os outros… Duvido que você consiga deixar algum deles por mais de 3 dias na cabeceira.

Do primeiro ao quarto livro, principalmente, você vai observar uma coisa que infelizmente parece estar virando algum tipo de lei em romances no estilo água com açúcar. Algo que geralmente eu não admiro numa leitura. O homem é sempre caracterizado como o maioral, lindo, intocável e mulherengo e as mulheres se mostram sempre indesejáveis aos outros por algum motivo besta, aguadas ou com uma certa tendência a baixa auto-estima, o que faz com que você acabe desmerecendo alguns personagens quando deveria enxergar mais carisma neles.

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Nas fotos não aparece o livro “Para Sir. Phillip, com amor” acabei colocando ele sem querer em outra pasta -.-‘

Mas ai você vai dizer “blablabla, mas antigamente era assim mesmo” e ai eu vou te jogar “Elizabeth Bennet e Emma Woodhouse… apenas”. Enfim, nada que vá fazer você se desinteressar pelos livros, porque realmente são muito bons na minha opinião, mas é algo que talvez possa irritar com facilidade logo de cara. Inclusive, a autora já foi questionada sobre isso e o fato de se considerar feminista quando esteve no Brasil e respondeu “Algumas pessoas pensam que só porque escrevo romance não posso ser feminista. Eu me considero uma feminista sim. Por que não posso ser feminista? Só por que escrevo romances? As pessoas não se apaixonam todos os dias pelo mundo?” Ta béin Julia, tudo certo… A gente deixa passar, vai.

Outra característica marcante dos livros, que na primeira leitura me rendeu até um susto inclusive (porque realmente não estava esperando) são as cenas explicitas (tipo literatura hot) que é de lei ela por em alguns capítulos. Falando assim parece até não combinar muito com o clima de época, mas a autora sabe colocar a dose certa de sensualidade pra não deixar a coisa ficar vulgar… Ponto pra dona Julia Quinn!

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Os meus favoritos são Os Segredos de Colin Bridgerton (tudo porque adoro Penelope Featherington ♥, gente como a gente), Para Sir. Phillip, Com AmorUm Beijo Inesquecível (TEAM HYACINTH). É difícil não amar essa família, eu adorei a leitura de todos os livros (com muito final feliz sim, mas tente não ficar p da vida com o fato de que pra Julia, casar e ter uma penca de filhos é que é o verdadeiro happy ending) e tenho certeza que você vai gostar. Quanto a comparação com Austen, só porque uma pessoa escreve romances de época, deve ser obrigatoriamente comparada com ela? Não sei. Só sei que seria bem interessante se alguém tivesse a brilhante ideia de fazer uma adaptação pra TV, né? Oremos.

E você,  já conhecia os Bridgertons?

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7 Comentários

  1. Boa tarde Agatha,

    Adorei sua colocação sobre os Os Bridgertons. São mesmo apaixonantes. Concordo plenamente que deveria ter a uma adaptação. Imagine uma série com Os Bridgertons?! (Empolgada com a idéia) Fica a dica NETFLIX!!!!! Já imagino Simon de o “Duque e eu” sendo interpretado por Sam Caflin principalmente por causa da descrição do sorriso. Bjus ;*

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