Controle é mesmo uma farsa

Já reparou que quando tem algo de errado com a gente, nada mais ao redor parece funcionar de maneira certa, apesar de seguir a mesma rotina/dinâmica? Alguém mais já sentiu essa sensação estranha? É como se você fizesse as coisas no automático e somente depois se desse conta do que fez ou como se você estivesse perdido em pensamentos e acordasse sem lembrar se no meio do caminho mudou a ordem das pedras.

As últimas duas semanas foram exatamente assim pra mim… Quando me dava conta que estava perdida, tentava trazer minha cabeça de volta refazendo cada ação e as vezes até conseguia me enxergar nas situações, como se estivesse totalmente fora do meu corpo, me assistindo em algum tipo de reality. E das coisas que mais pensei, uma ficou no topo: minha obsessão irritante de estar sempre no controle de tudo. Nada me deixa mais frustrada, paralisada e totalmente decepcionada comigo do que alterações no roteiro. Inclusive, acho que o fato de não conseguir controlar alguns acontecimentos recentes me fez dar essa bugada legal na cabeça.

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Finalização para onduladas

Eu não sei nem dizer ao certo quantas vezes já fiquei mega irritada após fazer alguma finalização no cabelo. Independente da técnica ou do produto milagroso que todas amam, meu cabelo sempre ficava lindo na hora e alguns minutos depois voltava a ser sem graça e sem volume. Na pior das tentativas, eu saia com o cabelo duro e pesado. A vida de quem tem cabelo indefinido é difícil mesmo! Pra não me trazer maiores dores de cabeça, eu passava um creminho, secava e ficava tudo ok, ou deixava do jeito que estava mesmo, largava ele ao vento e ficava algo mais ou menos assim:

Mas ai recentemente cheguei a um resultado X ao finalizar meu cabelo com alguns produtos e estou aqui pra mostrar como. Basicamente utilizo 3 produtos. Creme, um gel pra modelar e no fim passo um óleo nas pontas pra dar mais brilho. Todos os produtos que usei são veganos/cruelty free.

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Sobre Facebook e comportamento em rede social

Eu sei que ando um pouco atrasada com os posts aqui no blog, mas as vezes fica difícil atualizar as coisas com a frequência que eu gostaria. Umas duas semanas atrás eu publiquei um vídeo no canal do Youtube falando o porque de não usar mais Facebook. Depois de assistir ele de novo esses dias eu achei que acabei esquecendo de falar umas coisas importantes… Acontece, né?

A primeira vez que eu deixei de usar Facebook foi no final de 2015 por sentir que, de uma forma não muito saudável, eu acabava depositando minhas metas de vida de acordo com as experiencias que outras pessoas publicavam por lá. Isso incluía trabalho, vida acadêmica e até objetivos como viagens e bens materiais. Tudo isso me fazia ficar um pouco frustrada porque afinal de contas, as pessoas vivem vidas diferentes com oportunidades mais diferenciadas ainda, e eu ainda não tinha maturidade pra entender isso. Então, eu acabava ficando perdida o tempo todo em pensamentos, desejando a “grama mais verde” dos outros e no final do dia, eu só conseguia sentir tristeza e arrependimento pelas escolhas que eu havia feito na vida. Sei que existem infinitas opções pra não ter tanto acesso as atualizações de quem você não quer no Facebook, mas vamos combinar que na prática mesmo nada disso funciona, né?

Fiquei uns 5 meses sem aparecer por lá e eis que por motivos de trabalho, bem na metade de 2016, eu precisei reativar minha conta. Belíssima hora… Tempos de golpe politico, de briga entre colegas e familiares, tempo de intolerância e muito mais coisas desagradáveis. Eu me vi dentro de uma bolha social cheia de pressão que a qualquer momento poderia explodir sem dar aviso. Pois bem, lá estava eu no Facebook novamente e dessa vez os problemas eram muitos maiores. Eu não conseguia controlar o que via na minha timeline, nunca sabia como me expressar sem receber ódio gratuito de outras pessoas, passei a ficar horas me engajando na discussão dos outros ou lendo comentários ridículos/abusivos e ficava parte do meu tempo livre comentando sobre problematizações que via por lá e que não faziam muito sentido pra mim.

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