Sobre se importar menos

Esse título vem pra dar uma resumida no que venho experimentando ao longo desses últimos meses. Não que eu tenha feito uma linda viagem e descoberto o motivo da minha existência no mundo ou que tenha passado por um momento transformador de vida pra entender o que realmente importa nessa vida, não. Na verdade tenho me descoberto uma pessoa mais viva, daquelas que se importa menos e vou tentar explicar direitinho o que se passa.

Não é novidade pra ninguém que com o passar do tempo a gente vai amadurecendo os pensamentos e o emocional. Acredito que uma hora ou outra todo mundo passa pela fase de descobrir que pra se sentir vivo de verdade, basta ser fiel a quem você é e tudo mais… mas pra mim, tudo isso tem sido um tanto quanto revelador, sabe?

É como se antes eu permanecesse numa constante espera de reconhecimento ou compreensão por parte das outras pessoas para que pudesse me sentir bem com relação a algo, ou que pra estar feliz as coisas precisassem ser exatamente da forma como eu esperava, calculadas pra corresponder as minhas expectativas. Acredito que isso estava me matando aos poucos sempre que a oportunidade aparecia.  Agora, percebi que estou me preocupando menos com o que falo, retirando de mim parte daquela sensação chata e desconfortável de estar pisando em ovos 24h por dia com os outros. É tão revigorante se expor um pouco as vezes.

Se importar menos com a opinião alheia ou com o que eles tem pra dizer sobre suas escolhas é maravilhoso. Outra coisa me incomodando bem menos também são os rótulos automáticos que as pessoas estão acostumadas a distribuir, assim como a fixação pelo padrão e aparência física… Talvez isso seja um reflexo de que estou ficando velha demais pra bater de frente com a opinião estupida dos outros. Mas o legal mesmo é estar cada vez mais convicta de que sou mais importante e de que reprimir minha essência é um risco a saúde mental que não preciso correr. Pretendo continuar por mais tempo nessa vibe de falar quando tenho vontade, de não segurar a chateação pra depois, de não debater pensamentos chatos com as outras pessoas e de levar a vida de uma forma mais leve.

Ah! Inclusive, por coincidência, essa semana acabei até esbarrando com um filme aleatório no Netflix com uma temática SUPER relacionada a tudo que falei nessa publicação. Sin Filtro é do chileno Nicolás López, não é lá mega produção ou coisa do tipo, mas tem seu valor. Como gostei bastante, vou deixar por aqui de indicação pra vocês.

Até a próxima.

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2 Comentários

  1. me vi demais no seu post! eu infelizmente ainda tenho meus momentos de insegurança, esperando que reconheçam o que eu faço, criando expectativas demais (e isso sempre me magoa), mas cada vez mais tenho conseguido enxergar que a vida é mais que isso. “cada vez mais convicta de que sou mais importante e de que reprimir minha essência é um risco a saúde mental que não preciso correr” < é exatamente isso!

    1. Queria que mais pessoas conseguissem enxergar isso Karine! Viver em prol do reconhecimento dos outros ou tendo que engolir sapos desnecessários não é saudável pra ninguém! Estamos no caminho certo, tenho certeza <3

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