A sensação depois da faxina

Eu nunca fui de guardar coisas, seja o que for… documento antigo, roupa, sapato e por ai vai. Não sei com quem aprendi a ser tão desapegada, mas com certeza não deve ter sido com minha mãe. Ela tem esse costume horrível de guardar tudo, porque “um dia pode precisar”. Então, todos os meses eu tinha o hábito de procurar tudo que não seria mais útil pra mim ou que não me interessava mais e fazia doação para o bazar da igreja ou algumas vezes vendia para o brechó e na pior das situações, utilizava o lixo como solução. O grande problema é que de alguns meses pra cá, desde que comecei a trabalhar em casa, notei que estava desenvolvendo uma certa tendência a juntar/empilhar coisas sempre que me aparecia a oportunidade.

Não conseguia mais jogar fora o recado de 1 mês atrás que ficou em cima da mesa ou a carta do banco que chegou no começo do ano e o resultado disso foi a grande destruição que se transformou meu homeoffice, cantinho preferido do apê. Na Quarta, depois de ver um filme bem legalzinho (A Birder’s Guide to Everything – 2013), olhei para o quarto que tinha se transformado praticamente em um lixão… cheio da minha bagunça e da bagunça do meu marido (triplique por três, porque além de marido, é programador e guitarrista) e decidi que estava na hora de fazer algo a respeito. Nesse dia eu nem dormi direito de ansiedade, estava preparada para colocar minha roupa mais velha, a máscara contra poeira no rosto e partir para o abraço.

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