Cabelo, Miley Cyrus e umas verdades

Foto destaque via

Não vou mentir pra vocês… costumava seguir a Miley Cyrus no Instagram porque gostava de ler as opiniões loucas dela sobre as coisas e curtia boa parte das causas que ela apoiava, como o engajamento a favor da proteção animal por exemplo. Apesar de não gostar muito do seu estilo de música e mesmo achando que ela tem muito mais potencial do que o que produz atualmente para a industria, tinha uma outra coisa que me fazia gerar um certo interesse por ela nessa fase meio vidalok mimada: o fato dela simplesmente cagar pro mundo e de não estar nem ai para o que as outras pessoas tinham a dizer sobre ela. Por vezes ela era algo forçado, irritante e ridículo, mas em outros momentos algumas das suas atitudes eram de fato inspiradoras – “queria ter essa confiança” – eu dizia. Então, depois de fazer uma limpa no que andava seguindo, parei de ver o que aquela louca andava fazendo.

Eis que faz alguns dias que resolvi dar uma olhada no que havia perdido e achei algo que me chamou atenção. Vi um post dela falando sobre a atual fase do seu cabelo, acompanhado de um desabafo que demonstrava todo o arrependimento dela em ter cortado e platinado os fios. Lembrei de mim instantaneamente. Na declaração, que você pode ler aqui, ela diz o quanto estava arrependida de ter feito o cabelo natural e saudável dela passar por isso e do quanto ela sentia falta da antiga Miley. Também disse que enquanto ela estava obcecada por mudar o cabelo, questões importantes estavam acontecendo ao seu redor e ela nem se quer se importava. Segundo Miley, as pessoas precisam prestar mais atenção aos avisos que elas dão a si mesmas quando estão prestes a fazer algo errado, tipo aquele friozinho na barriga ou aquela voz que diz “não faça isso!”.

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A sensação depois da faxina

Eu nunca fui de guardar coisas, seja o que for… documento antigo, roupa, sapato e por ai vai. Não sei com quem aprendi a ser tão desapegada, mas com certeza não deve ter sido com minha mãe. Ela tem esse costume horrível de guardar tudo, porque “um dia pode precisar”. Então, todos os meses eu tinha o hábito de procurar tudo que não seria mais útil pra mim ou que não me interessava mais e fazia doação para o bazar da igreja ou algumas vezes vendia para o brechó e na pior das situações, utilizava o lixo como solução. O grande problema é que de alguns meses pra cá, desde que comecei a trabalhar em casa, notei que estava desenvolvendo uma certa tendência a juntar/empilhar coisas sempre que me aparecia a oportunidade.

Não conseguia mais jogar fora o recado de 1 mês atrás que ficou em cima da mesa ou a carta do banco que chegou no começo do ano e o resultado disso foi a grande destruição que se transformou meu homeoffice, cantinho preferido do apê. Na Quarta, depois de ver um filme bem legalzinho (A Birder’s Guide to Everything – 2013), olhei para o quarto que tinha se transformado praticamente em um lixão… cheio da minha bagunça e da bagunça do meu marido (triplique por três, porque além de marido, é programador e guitarrista) e decidi que estava na hora de fazer algo a respeito. Nesse dia eu nem dormi direito de ansiedade, estava preparada para colocar minha roupa mais velha, a máscara contra poeira no rosto e partir para o abraço.

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