Dizer sim é importante, dizer não talvez seja mais…

Ilustração: Andrea De Santis

Não. Essa é uma palavra que apesar do contexto negativo, é libertadora. Mais que libertadora, ela é extremamente poderosa. Outro dia enquanto revia um filme com meu marido em casa, “Yes Man” com Jim Carrey, comecei a pensar nos benefícios de um não bem dado pra nossa saúde mental. Essa foi a primeira vez que pensei no outro lado da história enquanto assistia Carl, personagem do Jim, cometer uma infinidade de loucuras com o proposito de sair da sua famigerada zona de conforto. Mas até que ponto dizer não é se fechar no seu mundinho?

Eu por exemplo sofro de um péssimo hábito. Eu digo sim pra algumas pessoas com o único proposito de não magoá-las. As vezes eu simplesmente não consigo dizer não. Quando consigo, fico me sentindo uma porcaria e na grande maioria das vezes, crio todo um discurso pra dar suporte ao meu não. Um monte de justificativas pra deixa-lo menos ruim. Mania horrível essa que temos de tentar justificar tudo sem que realmente haja necessidade, né? Ao dizer sim para os outros, descobri que estava dizendo não pra mim e isso não deixa ninguém feliz de verdade.

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Playlist #5 // Desligando do mundo

Photo by Clem Onojeghuo on Unsplash

Ouvir enquanto toma um chá na varanda apreciando o fim da tarde, enquanto espera pela chegada de alguém muito querido ou enquanto olha as pessoas indo e vindo numa mesa de cafeteria. Essa playlist é pra todos os momentos em que você só quer esquecer das coisas que estão acontecendo ao seu redor, porque mesmo que elas estejam lá preenchendo sua cabeça com um turbilhão de pensamentos, ainda podemos escolher tirar 30 minutos pra desligar de tudo.

Minha preferida é First – The Nicholas , porque quando fecho os olhos, ela me traz um pouco de paz.

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Controle é mesmo uma farsa

Já reparou que quando tem algo de errado com a gente, nada mais ao redor parece funcionar de maneira certa, apesar de seguir a mesma rotina/dinâmica? Alguém mais já sentiu essa sensação estranha? É como se você fizesse as coisas no automático e somente depois se desse conta do que fez ou como se você estivesse perdido em pensamentos e acordasse sem lembrar se no meio do caminho mudou a ordem das pedras.

As últimas duas semanas foram exatamente assim pra mim… Quando me dava conta que estava perdida, tentava trazer minha cabeça de volta refazendo cada ação e as vezes até conseguia me enxergar nas situações, como se estivesse totalmente fora do meu corpo, me assistindo em algum tipo de reality. E das coisas que mais pensei, uma ficou no topo: minha obsessão irritante de estar sempre no controle de tudo. Nada me deixa mais frustrada, paralisada e totalmente decepcionada comigo do que alterações no roteiro. Inclusive, acho que o fato de não conseguir controlar alguns acontecimentos recentes me fez dar essa bugada legal na cabeça.

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