Maria e todos os requisitos para ser uma pessoa normal

Sempre que tenho uma ideia legal de post, anoto no celular e vou marcando como done a medida que vou escrevendo sobre o assunto. Mas como nem tudo é perfeito, tem aquelas vezes que você vai postergando um rascunho até que finalmente esquece dele. Isso acabou acontecendo com um filme espanhol que vi no final do ano passado chamado Requisitos para ser una persona normal (em português Requisitos para ser uma pessoa normal). 

RPSUPN foi escrito e dirigido por uma moça que se chama Leticia Dolera que inclusive, atua no papel principal do roteiro sendo a querida María de las Montañas. O filme é lindo, de uma leveza sem igual e tem uma trilha sonora bem naquela pegada fofa stress free.  Mas o mais interessante dele, é a forma como traz a tona todos aqueles questionamentos que a gente faz pelo menos uma vez na vida. Será que eu sou uma pessoa normal? Será que um dia vou ser feliz? O que eu preciso pra ser uma pessoa completa? Vida social e familiar são realmente primordiais na vida? Quando vou ser finalmente aceita, bem sucedida, ter meu próprio canto, ditar as regras da minha própria vida?

No filme, Maria acredita que é uma pessoa fadada ao fracasso por não preencher os requisitos pra ser uma pessoa normal. Requisitos esses que ela listou após uma entrevista de emprego. São eles: 1. Casa; 2. Trabalho; 3. Parceiro; 4. Vida familiar ativa; 5. vida social ativa; 6. Hobbies e 7. Ser Feliz. Parece a receita perfeita pra realmente ser alguém equilibrado/aceito/ nesse mundo cão, né?

Continue Lendo
  • Facebook
  • Twitter
  • Google+
  • Pinterest

Little Girl Blue

Ontem estava em um daqueles dias que você passa horas e horas procurando algo pra ver na Netflix. Foi quando me deparei com um documentário poderosíssimo sobre Janis Joplin. Antes de ver, mal sabia o quanto que ficaria tocada com a história de força, dor e libertação daquela mulher incrível. Queria ter previsto antes, porque realmente não tinha intenção de terminar o dia com lágrimas nos olhos. Não era somente a música de Janis que era forte e cheia de grandes verdades sobre seu mundo… Ela era a verdade em si, personificada.

Não é difícil entender as turbulências que ela precisou enfrentar e superar na sua época, porque infelizmente ainda precisamos viver nesse universo que em grande maioria é cruel, misógino e de pouca esperança. Inclusive, pra afirmar o que acabei de dizer, basta ligar a televisão ou fazer uma navegação rápida pela internet. As mulheres continuam sendo massacradas, incompreendidas e levadas ao ridículo. O atual homem mais poderoso do mundo está aí pra nos lembrar disso, assim como as noticias de violência doméstica, crimes de ódio e por aí vai. Estamos regredindo. Mas voltando ao assunto, vamos falar sobre a mãe do blues, aquela que não se deixou ser diminuída e abriu caminho pra todas as mulheres que queriam fazer rock’n’roll.

“Who you are is what you settle for, you know?”

Fiquei com essa frase na cabeça. Imaginem só se Janis tivesse se retraído em seu ambiente familiar machista e conservador ou que tivesse deixado toda sua existência ser lentamente sugada pelos bullies da escola. O mundo não teria presenciado o furacão Joplin. Teríamos ficado sem a nossa Little Girl Blue e sua indiscutível arte, cheia de amor e “berros” desesperados por atenção. Como foram cruéis com essa moça.

Continue Lendo
  • Facebook
  • Twitter
  • Google+
  • Pinterest

Patti Smith e dica de leitura rápida

Foto destaque: Philip Montgomery para The New York Times

Ano passado coloquei na minha lista de leitura o livro Só Garotos de Patti Smith e ai o que foi que eu fiz? Fui procrastinando, procrastinando e adiando a leitura. 2016 pra mim foi uma negação, quase não li nada – shame on me. Tentando me redimir, decidi que preciso tentar ler pelo menos 2 livros no mês pra não morrer de vergonha sempre que alguém me perguntar sobre o que estou lendo.

Dia 1 comecei Só Gorotos bem relutante… Será que é bom? Todos nós somos fãs da Patti e tudo que ela representa pro Rock, mas tinha medo de cair naquela de biografia batida com bastidores demais e afins.  Rapaz, como eu estava enganada. Eu simplesmente engoli o livro. Se antes ela era de se admirar, pode acreditar que depois dessa leitura, você vai idolatrar a mulher. Não por feitos enormes, mas por ter sido um ser à frente do seu tempo e nunca desistir, mesmo tendo que comer o pão que o diabo amassou todos os dias. Só garotos é poesia pura.

Continue Lendo
  • Facebook
  • Twitter
  • Google+
  • Pinterest